Uma relação "especial" com os EUA, sem escravidão

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Um tema que praticamente esteve ausente nesta conferência, o palco para lançar os alicerces de um futuro Governo conservador, foi a discussão sobre as questões europeias. David Cameron nem uma vez se referiu ao assunto durante estes quatro dias. Aliás, a única ocasião em que o mencionou foi numa curta declaração aos jornalistas e apenas para dizer que este encontro anual serviria para definir ideias, não para "andar à bulha sobre a Europa".

Como tal, a intervenção mais relevante sobre o tema veio do deputado e ex-líder William Hague. O actual ministro 'sombra' dos Negócios Estrangeiros tentou acalmar os eurocépticos conservadores mais à direita prometendo que um governo Tory recorrerá ao referendo antes de entregar mais poderes à União Europeia.

Hague garantiu também que bloqueará qualquer tentativa de "ressuscitar a Constituição europeia" ou de retirar poder de veto ao Reino Unido nas questões internas e de justiça.

Recorde-se que o Partido Conservador decidiu abandonar o grupo político do Partido Popular no Parlamento Europeu, lançando-se na criação de uma nova formação de centro-direita em Bruxelas que se chamará Movimento para a Reforma da Europa.

Mudo sobre a Europa, David Cameron falou bastante da "relação especial" com os Estados Unidos. "Não preciso de lições de Tony Blair sobre a ligação especial aos Estados Unidos", afirmou. "Mas isso não é o mesmo que dizer que devemos deixar de ter uma política externa independente. Temos de ser firmes, mas não escravos dessa relação", afirmou.

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